• Carol Lara

Las Maddalenas, o paraíso entre a Córsega e a Sardenha

Navegar até as Maddalenas é muito gostoso. O arquipélago está tão próximo das ilhas principais, e você vai passando por corredores, que dão a sensação de nunca ter saído da ilha grande – coisa que você tem certeza quando finalmente chega no arquipélago. Os ventos aqui encanam forte vindos de Oeste, então a principal missão é sempre achar uma ancoragem segura para o vento predominante – e manter o olho sempre na previsão do tempo para eventuais mudanças.

Apesar de termos chegado quase ao mesmo tempo que os meninos do Eagle, eles chegaram por norte e nós por sul – e tem uma ponte aqui que liga as duas ilhas que nos deixou separados em água – mas mesmo assim queríamos nos encontrar – e desembarcamos na cidade de Maddalena, para conhecer e para almoçar! Comemos um sanduíche (confesso meio sem graça) e demos uma volta pela cidade. Neste dia resolvemos fazer finalmente um churrasco decente, já que o preço da carne é muito melhor do que o preço na França, e compramos uma linda bisteca Fiorentina para fazer na churrasqueira. Batatinhas embrulhadas no alumínio, arroz, e cogumelos fizeram a nossa alegria. Que delícia!

No dia seguinte resolvemos trocar de ancoragem e encontrar os meninos em uma nova parada: Budelli. Acho que contei no post anterior, mas todo 15/08 é feriado de Ferragosto na Itália, e aparentemente as Maddalenas são o melhor destino que tem. Sendo assim, Budelli estava completamente lotada – centenas de barcos, milhares de dinghies, disputando o espaço nas partes mais turquesas da água. Aproveitamos para fazer um passeio de Dinghy nas redondezas, e fomos conhecer, ainda que sem poder entrar, a praia rosa, que é rosa pero no mucho, mas é muito, muito linda. É protegida então você não pode nadar ou pisar na areia da praia, mas tem um caminho por trás dela onde você pode ver que coisa linda – e ter a sensação de que aqui é um paraíso deserto – coisa que definitivamente não é. Como sempre, nós ancoramos junto com as lanchas poderosas, dando bastante corrente e lazeira dos demais barcos, e evitando a aglomeração nas partes rasas, e aqui fizemos mais um churrasco, dessa vez com os amigos do Eagle, e jogamos uma partida de Tju para matar as saudades – que gostoso é ter amigos por perto novamente. Vale dizer que por aqui tem muito barco alugado, ou “de charter” e a gente dá risada, mas morre de medo da ancoragem que essas pessoas fazem... assim sendo, ainda que estivesse muito lotado, como paramos longe de todo mundo tivemos uma noite tranquila até as 8h da manhã, quando os barcos de passeio começam a chegar e sacudir tudo! Hora de partir!

Fomos para uma outra ancoragem, chamada Giardinelli – que também estava cheia mas muito menos. Aqui fizemos um passeio de Dinghy pelas praias ao redor e fomos ver a famosa cabeça de polvo, uma pedra que se pronuncia para fora do mar. Falando em pedras, esse é um comentário válido: tem muita pedra aqui na Sardenha – o que dificulta a ancoragem. Precisa de bastante atenção para aproximar, tem pedras quase aflorando (essas são as piores) e a gente fica tenso a cada nova mudança, de olho na carta, na batimétrica, no olho e no Navionics. Daqui, aproveitamos para ir na cidade levar o lixo (não tivemos nenhum incidente desta vez) e abastecer de frios e carnes que já tinham acabado. O supermercado é bem bom, e a gente conseguiu gastar bem pouco, o que é um milagre, pois entramos bem na hora do almoço. Acho que estamos ficando bons nessa arte!

Os ventos estavam um pouco fortes, e ficamos preguiçosos durante a tarde: fizemos água, passamos aspirador, demos cochilos gostosos e jogamos Sim City enquanto o gerador rodava. Coisa de casa mesmo. Também acompanhamos as notícias e nos preocupamos com a possibilidade de uma segunda onda de COVID. Será que conseguiremos (e que valerá a pena) voltar para o Brasil nesse ano? Mas cada saída lá fora nos anima: que lugar lindo que estamos, benza Deus. O plano é continuar por aqui até 4ª feira, quando expira nossa entrada no parque, e então, pararemos em Cannigione, que foi nossa primeira parada na Itália, para nos abastecermos de combustível e demais coisas para seguirmos para o noroeste da Sardenha – que promete muito! Bons ventos e boa semana para todos!



A Spiaggia Rosa, linda de morrer!

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